terça-feira, 10 de abril de 2012

A RAPOSA


Um lenhador acordava todos os dias às 6 horas da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, só parando tarde da noite.

Ele tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.


Todos os dias, o lenhador, que era viúvo, ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do bebê.


Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua chegada.


Sistematicamente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um animal selvagem, e, portanto, não era confiável.


Quando sentisse fome comeria a criança.


O lenhador dizia que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso.

Os vizinhos insistiam:

-Lenhador, abra os olhos!

-A raposa vai comer seu filho.

-Quando ela sentir fome vai devorar seu filho!

Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou à casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensangüentada.


O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa.


A raposinha morreu instantaneamente. Desesperado, entrou a correr no quarto.


Encontrou seu filho no berço, dormindo tranqüilamente, e, ao lado do

berço, uma enorme cobra morta.


O Lenhador enterrou o machado e a raposa juntoS
Moral da história: Se você confia em alguém, não importa o que os
outros pensem a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixe
influenciar. Quantas amizades já foram desfeitas, lares destruídos,
quantos mal entendidos, tudo por causa da influência e do julgamento
de outras pessoas.
Por isso, nunca tome decisões precipitadas,
nada melhor do que o diálogo,
ainda que você encontre a "raposa"
com a boca cheia de sangue.

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