segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

QUEM AMA, EXIGE


Embora muitos não saibam, mas em nossa cidade, existe já há mais de 15 anos, um grupo de apoio a dependentes químicos e seus familiares. Chama-se Grupo de Apoio Amor exigente “Rainha da Paz”.  Sob a presidência do Dr. José Antônio Rissato, terapeuta ocupacional, esse grupo de voluntários se reúne toda 5ª feira às 19:30 horas, nas dependências da Escola Estadual João Pinheiro, quando, seguindo disciplinadamente uma dinâmica de trabalho que envolve recepção com colocação de crachás, apresentação com oração específica, momento de espiritualidade, minipalestra e em seguida depoimentos em grupos separados por idade e/ou necessidades, vários profissionais de diversas áreas do conhecimento, tais como psicólogos, pedagogos, terapeutas, cientistas sociais e professores em geral ouvem, questionam e orientam todos aqueles que infelizmente se deixaram vencer pelo chamamento capcioso das drogas, ou parentes dessas vítimas, que buscam apoio para ajudar os seus entes queridos.
É de extrema importância que a sociedade tome conhecimento desse movimento, para conscientemente ajudar, pois sabemos que 98% dos municípios brasileiros já tem em suas ruas a presença maléfica do crack, inclusive nossa cidade. E sabemos também que droga e violência são irmãs gêmeas causadoras de muitas desgraças que afligem inúmeras famílias em nossa sociedade. É uma parceria cruel e desastrosa que precisamos, juntos, vencer ou vencer.
É uma guerra violenta travada com um inimigo que não dá tréguas e pelos noticiários que todos dias vemos na mídia, parece que estamos perdendo. Entendo que, como outros problemas que afligem a sociedade brasileira, existem muitas vertentes que conduzem um jovem a entrar por esse caminho. A primeira seria a estrutura familiar, que precisa dar um berço à criança. Mas para se estruturar a família precisa de uma macroestrutura, ou seja, que a sociedade lhe dê condições de trabalho digno, de saúde e de moradia. Outro aspecto seria a educação. Uma criança/adolescente que tenha frequentado uma escola de qualidade e que, portanto, tenha tido informação correta e formação adequada, consegue se posicionar com segurança diante do convite vil da droga. Por último, formando o tripé desse equilíbrio psicoemocional que colocará jovem ileso a esse mal, é a religião. Suporte espiritual que dará ao jovem a alegria de viver, livrando-o de qualquer depressão. Portanto, com esse forte embasamento, emocional da família, cultural da escola e espiritual da religião, a pessoa humana tem forças para evitar esse vício.
Assim sendo, penso que a responsabilidade desse combate é de todos nós. Então faça uma visita a esse movimento, vá conhecer de perto o trabalho abnegado de voluntários e dê sua parcela de contribuição para o combate a esse mal que pode atingir a qualquer um. Não se iluda que seu filho, ou parente próximo está definitivamente ileso a esse contágio. Essa doença não tem preconceito. Não exclui idade, sexo, cor, religião ou estratificação social. Portanto, fiquemos atentos ao comportamento de nossos jovens e não sejamos por demais benevolentes, o amor pode e deve ser exigente.
José Moreira Filho (www.josemoreirafilho.com.br)

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