TEXTO DE TEREZA COLLORPublicado por Mendonça Neto, Jornal Extra - Rio de Janeiro .
Carta aberta ao Senador Renan Calheiros
"Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz". As vacas de Renan dão cria 24 h
por dia. Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas!
Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana. Você sabe
manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas.
Do menino ingênuo que eu fui buscar em Murici para ser deputado estadual em
1978 - que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição
dentro da ditadura militar - você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória
de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem
nunca a ousar como os bandidos.
Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino, que é vencer a qualquer preço. E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço,
Renan Calheiros nunca mais seria o filho do Olavo, a degladiar-se com os
poderosos Omena, na Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de
dinheiros.
Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, descobriria um atalho, um
mil artifícios para vencê-los, e, quem sabe, um dia derrotaria todos eles,
os emplumados almofadinhas que tinham empregados cujo serviço exclusivo era
abanar, durante horas, um leque imenso sobre a mesa dos usineiros, para que
os mosquitos de Murici (em Murici, até os mosquitos são vorazes) não
mordessem a tez rósea de seus donos: Quem sabe, um dia, com a alavanca da
política, não seria Renan Calheiros o dono único, coronel de porteira
fechada, das terras e do engenho onde seu pai, humilde, costumava ir buscar
o dinheiro da cana, para pagar a educação de seus filhos, e tirava o chapéu
para os Omena, poderosos e perigosos.
Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o
Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.
Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de
Fernando Collor, aproximaram-se dele e se aliaram, começou a ser
Parido o novo Renan.
Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo. Que
nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito.
Os seus colegas de Universidade diziam isso. Longe de ser um demérito, essa
sua espessa ignorância literária faz sobressair, ainda mais, o seu talento
De vencedor.
Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu a você
o combustível do ódio à pobreza e o ser pobre. E Renan Calheiros decidiu
que, se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria
em tudo. Haveria de ser recebido em Palacios, em mansões de milionários, em
Congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse ponto,
todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seriam rebatizados em Fausto e
opulência; "Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei. Serei amigo
do Rei."
Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus personagens: "A
alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível." Mais adiante, porém,
diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele advertia: "Suje-se,
gordo! Quer sujar-se? Suje-se, gordo!"
Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez.
Nesse mandato, nascia o Renan globalizado, gerente de resultados, ambição à
larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da consciência. No seu
caso, nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço!
Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou essa sua campanha
com US1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista
Milton, enquanto você esperava, bebericando, no antigo Hotel Luxor, av.
Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do Trabalho.
E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia
pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-lo nas
estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em ganhar a
qualquer preço. O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha -
e é tudo seu, montanha e glória - ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que
blefa e não treme, que blefa rindo, e cujos olhos indecifráveis
Intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No blefe.
Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem, na política
brasileira, a tem? Quem, neste Planalto, centro das grandes picaretagens
nacionais, atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse
público? ACM, que, na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da
renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que
exibe talentos com a mesma sem-cerimônia com que cultiva corruptos? José
Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois
de ter apanhado uma tunda de você, virou seu pai-velho, passando-lhe a
alquimia de 50 anos de malandragem?
Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O
presidente Lula, que deu o golpe do operário, no dizer de Brizola, e hoje
hospeda no seu Ministério um office boy do próprio Brizola?
Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou
o Supremo Tribunal Federal?
No velho dizer dos canalhas, todos fazem isso, mentem, roubam, traem. Assim,
senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos
gritantes de improbidade, de desvio de conduta pública e privada, tem a
quase unanimidade deste Senado de Quasímodos morais para blinda-lo.
E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra - Siba - é o
camareiro de seu salvo-conduto para a impunidade, e fará de tudo para que a
sua bandeira - absolver Renan no Conselho de Ética - consagre a sua
carreira.
Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in
pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o jeito
sestroso com que ele defende o chefe... É mais realista que o Rei. E do
outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo, previne: quero
absolver Renan.
Que Corregedor!... Que Senado!...Vou reproduzir aqui o que você declarou
possuir de bens em 2002 ao TRE. Confira, tem a sua assinatura:
1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil,
2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil,
3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$ 100 mil,
4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil ..
E SÒ.
Você não declarou nenhuma fazenda, nem uma cabeça de gado!!
Sem levar em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na
realidade, mais de R$1 milhão, e sua casa na Barra de São Miguel,
comprada de um comerciante farmacêutico, vale mais de R$ 2.000.000.Só aí,
Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA
DE R$ 5.000.000.Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhoes, como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome delaranjas? Que herança moral você deixa para seus descendentes?.
Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem
escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena?
Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário
de Murici. E você respondeu: "Não tenho uma só tarefa de terra. A vocação de
agricultor da família é o Olavinho." É verdade, especialmente no verde das
mesas de pôquer!
O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente você
será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices.
Mas olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta
o desprezo que os alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento
desonesto e mentiroso. Hoje perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por
causa de gente como você!
Por favor, divulguem pro Brasil inteiro pra ver se o congresso cria vergonha
na cara.
Os alagoanos agradecem.
Thereza Collor
sábado, 2 de fevereiro de 2013
TEXTO DE TEREZA COLLOR
Asteroide vai passar de raspão pela Terra em fevereiro
Asteroide vai passar de raspão pela Terra em
fevereiro
Rocha espacial de 50 metros de diâmetro chegará a apenas 22 mil km do
planeta,
menor aproximação já registrada na astronomia moderna
Cesar Baima
31/01/13 - 07h00
Ilustração mostra um asteroide em rota da Terra: não
há perigo de colisão - imediata ou no futuro próximo
RIO - Descoberto por um astrônomo amador
em fevereiro do ano passado, o asteroide 2012 DA14 por pouco não vai atingir a
Terra no mês que vem. No próximo dia 15 de fevereiro, esta rocha espacial de
cerca de 50 metros de diâmetro vai passar a apenas 22 mil quilômetros da
superfície do planeta, menos de um décimo da distância da Lua, e dentro da
região da órbita onde estão localizados os satélites geoestacionários de
telecomunicações e meteorologia. Segundo os astrônomos, o asteroide não
apresenta risco de colisão imediato nem no futuro próximo, mas sua passagem será
acompanhada com grande interesse por apresentar uma oportunidade única para
estudar este tipo de objeto, refinar os modelos usados para sua detecção e
calcular a dinâmica de sua interação gravitacional com a Terra. "Estamos
bastante animados com a possibilidade de observar o asteroide com
telescópios", conta Alexandre Cherman, astrônomo da Fundação
Planetário do Rio. "Ele vai passar a uma distância que é ridiculamente
pequena em termos astronômicos e recorde na astronomia moderna".
Impacto provocaria devastação
local
Segundo Cherman, o fato de o 2012 DA14
ter sido detectado há um ano e sua órbita já ter sido calculada com tamanha
precisão é uma mostra da evolução de nossa capacidade de rastrear este tipo de
objeto, mesmo os menores deles. Apesar do tamanho reduzido, caso estivesse em
rota de colisão com o planeta, o asteroide poderia causar estragos
consideráveis, que dependeriam de sua composição, velocidade, ângulo e local de
impacto. Em 1908, um objeto de dimensões semelhantes teria explodido no céu
sobre a desabitada região de Tunguska, na Sibéria, com uma força estimada em 2,5
megatons, o equivalente a uma bomba termonuclear de médio porte, derrubando ou
destruindo 80 milhões de árvores em uma área de aproximadamente 2 mil
quilômetros quadrados. Não seria um evento global como o do asteroide que, se
acredita, exterminou os dinossauros. Este tinha entre três e oito quilômetros de
diâmetro e liberou a energia de milhares de bombas nucleares. Mas seria mais do
que suficiente para devastar uma grande cidade, deixando um rastro de milhões de
mortos. "Um objeto deste tamanho atinge a Terra uma vez a cada 100 ou 120
anos, então estatisticamente já estamos passando da hora", lembra
Cherman. "Mas, como 75% da superfície da Terra são de água, o mais provável
é que ele caísse sobre um oceano. E mesmo que atingisse o solo, seria uma
explosão considerável, mas com uma devastação muito localizada".
Segundo o astrônomo do Planetário, será
difícil observar a passagem do asteroide no céu do Rio devido a sua trajetória.
Apesar de os cálculos indicarem que ele vai chegar a uma magnitude entre 7 e 8,
brilhante o bastante para ser visto com um binóculo, o horário da aproximação
máxima (17h30) e sua rota, entrando na sombra do planeta, vão escondê-lo dos
olhos dos cariocas. O 2012 DA14, porém, deverá voltar a se aproximar em 2020,
quando novamente passará a uma distância inferior à da Lua e sem risco de
colisão.
Estratégias de
sobrevivência
Caso o 2012 DA14 estivesse em rota de
colisão com a Terra, o conhecimento prévio de sua existência e trajetória
permitiriam à Humanidade tomar medidas para evitar seus estragos. E para isso
não precisaríamos chamar o Bruce Willis. Segundo o astrônomo Alexandre Cherman,
por ser relativamente pequeno, o asteroide poderia ser destruído ainda no espaço
por um míssil nuclear comum. "É só calcular posição e rota exatas e mandar
bomba. Isso daria conta do recado", afirmou Cherman.
O mesmo, no entanto, não poderia ser
feito com objetos maiores, como o Apophis, uma rocha de cerca de 270 metros de
diâmetro que deverá chegar a menos de 36 mil quilômetros do planeta em 2029, e
muito menos com um eventual gigante como o que exterminou os dinossauros, que
estimavas apontam colidir com o planeta a cada 100 milhões de anos. Isso porque
o míssil poderia simplesmente parti-los em vários asteroides menores, mas ainda
com tamanho suficiente para causar grandes estragos, efetivamente transformando
uma ameaça em muitas. "Caso soubéssemos, com antecedência, o melhor, neste
caso, seria provocar algum pequeno desvio na sua trajetória de forma que ele
'errasse' o planeta. Bastaria muito pouco para tirá-lo da rota de colisão, e,
depois, era só deixar a gravidade atuar", conta Cherman.
E são muitas as opções em estudo para
desviar o asteroide. A primeira, que deverá ser testada pela Agência Espacial
Europeia (ESA) em 2020, prevê uma ação cinética, com uma nave sendo enviada para
se chocar com o asteroide e assim dar um pequeno empurrão nele, tirando-o da
rota de colisão com a Terra. Outras envolvem os chamados “rebocadores
gravitacionais”, naves colocadas em órbita dos asteroides que aos poucos alteram
sua trajetória, e as velas espaciais, que usariam a força do vento solar com a
mesma finalidade. E também há ideias menos ortodoxas, como a de pintar o
asteroide de branco e aumentar sua reflexividade, aumentando em consequência a
força exercida sobre ele pela luz solar e, mais uma vez, mudando sua
rota.
Seria esta a
previsão correta para o fim do mundo?
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
BOA VONTADE E SIMPATIA
BOA VONTADE E SIMPATIA
Redação do Momento Espírita
Um homem adquiriu uma fazenda, e dias depois encontrou-se com um de seus novos vizinhos.
O senhor comprou esta propriedade? – Perguntou-lhe o vizinho em tom quase agressivo.
Comprei-a sim, meu amigo!
Pois sinto lhe dizer que vai ter sérios aborrecimentos. Com as terras, comprou também uma questão nos tribunais.
Como assim? Não compreendo!
Vou explicar. Existe uma cerca, construída pelo proprietário anterior, fora da linha divisória. Não concordo com a posição dessa cerca. Desejo defender os meus direitos, e assim irei fazer!
Peço-lhe que não faça semelhante coisa – pediu o novo vizinho – acredito na sua palavra. Se a cerca não está no lugar devido, iremos e consertaremos tudo de comum acordo.
O senhor está falando sério? – Exclamou o antigo morador.
É claro que estou!
Pois se é assim – respondeu o reclamante – a cerca fica como está. O senhor é um homem honrado e digno. Faço mais questão de sua amizade do que de todos os alqueires de terra.
Assim, os dois vizinhos tornaram-se amigos inseparáveis.
* * *
Que virtude magnífica é a boa vontade!
Quantos conflitos poderão ser evitados, se nosso coração aprender a ouvir, a entender um pouco o outro.
Que virtude magnífica é a simpatia! Essa maneira alegre e respeitosa de receber as pessoas, quando podemos exercitar a gentileza, quando podemos exercitar o sorriso.
Tais virtudes estão dentro de uma maior, a mansidão.
A mansidão que não permite que a ira encontre guarida em nossa alma.
A mansidão que não se enfada por bagatelas, e nem toma como ofensa o que na realidade não é.
A mansidão que nos prepara para o perdão, evitando qualquer pensamento de vingança.
A mansidão que nos ensina a ser afáveis, gentis com todos, para que assim possamos colher bons frutos.
Aqueles que são simpáticos, aqueles que são gentis, naturalmente são mais amáveis, isto é, mais fáceis de serem amados.
Aqueles que procuram resolver as crises através do diálogo equilibrado, da boa vontade, facilmente escapam de criar para si inimigos, e assim vivem mais felizes.
Dessa forma, recebamos sempre com simpatia e boa vontade aqueles que se aproximam de nós.
* * *
Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra.
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.
Jesus foi a lição maior de brandura, de mansuetude.
Seu bondoso coração encontrou resistências sem fim na alma dos homens da Terra. Foi injuriado, desrespeitado, agredido, mas conservou-se sempre pacífico e calmo.
Que seu exemplo possa inspirar a modificação de nossas vidas, direcionando-as para a conquista de mais essa virtude.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Boa vontade, do livro Lendas do céu e da Terra, de Malba Tahan, ed. Record
e no cap. XI, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 1.2.2013.
* * *
Com esta mensagem eletrônica
seguem muitas vibrações de paz e amor
para você
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
SEM NEXO
(Merval Pereira,
O Globo de
24/08/2012)
Mesmo que formalmente
tenha limitado seu voto aos réus acusados de “desvio do dinheiro público”, item
inicial do relatório do Ministro Joaquim Barbosa, o revisor Ricardo Lewandowski
manteve seu esquema mental de separar os fatos, como se estes não tivessem
conexão entre si.
Essa era sua intenção quando
anunciou que leria o voto réu por réu, por ordem alfabética, negando assim
liminarmente a tese da acusação de que os crimes eram conectados entre si e
foram praticados por uma quadrilha que obedecia a um comando central e
tinha objetivos políticos.
Só assim poderia, no
mesmo voto, condenar o diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato
e absolver o então presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha,
acusados dos mesmos crimes...
Sintomaticamente, o
ministro Lewandowski deixou passar, sem nenhuma tentativa de explicação, os R$
50 mil que a mulher de Cunha apanhou na boca do caixa do Banco Rural em
Brasília...
Embora não tenha tido a
coragem de assumir a tese do caixa dois eleitoral, implicitamente Lewandowski
a admitiu como explicação razoável para o fato de um publicitário ter dado
dinheiro vivo ao presidente da Câmara, a pedido do então tesoureiro do PT,
Delúbio Soares, verba supostamente gasta em pesquisas eleitorais.
É espantoso que um ministro do STF, que já presidiu o Tribunal
Superior Eleitoral, trate com tanta ligeireza a corrupção eleitoral e seja
incapaz de ligar dois mais dois.
Lewandowski em seu
voto dá impressão de que é normal, uma simples coincidência, o fato de que o
mesmo empresário, Marcos Valério, esteja nas pontas dos dois casos relatados, e
um não tenha nada com o outro, embora tenham como centro o Partido dos Trabalhadores (PT).
Ora, se o próprio
Lewandowski admitiu que Valério subornou o diretor do Banco do Brasil para
desviar dinheiro público, como não ligar esse dinheiro desviado às verbas
que Delúbio Soares passou a distribuir através das agências de publicidade de
Valério, todas de uma maneira ou de outra contratadas por órgãos federais? Ainda
mais havendo o antecedente de esquema semelhante adotado anteriormente na
campanha eleitoral em Minas.
A atitude de
Lewandowski, ontem, exigindo o direito à tréplica diante da decisão do relator
de esclarecer os pontos falhos apontados pelo seu voto de revisão, traz de volta
à cena pública sua deliberação de retardar o processo de
votação, atendendo ao interesse dos réus, especialmente os
petistas.
Não tem sentido que o
Supremo fique paralisado, enquanto o revisor assume uma posição de
protagonista do processo, quando sua função é acessória, não
principal.
O
presidente Ayres Britto deixou bastante claro que o papel de orientador do
processo é do relator, Joaquim Barbosa, que por isso tem direito de dar suas
explicações antes que os demais ministros comecem a votar, na
segunda-feira.
A mudança de critério de um
dia para o outro é menos surpreendente do que seu voto inicial, que condenou
Pizzolato, Valério e seus sócios, pois recoloca Lewandowski no caminho
que ele mesmo traçou para si desde o início do julgamento: ser um contraponto ao voto do Relator, que ele identifica como uma
continuação do voto do Procurador-Geral da República.
Os comentários de que
estaria agindo com firmeza contra a corrupção no Banco do Brasil para
legitimar a absolvição que já tinha preparado para os integrantes do núcleo
político do mensalão, especialmente o ex-ministro José Dirceu, confirmaram-se
ontem, pois, com seu voto, o revisor já deixou pistas de que não considerará
criminosos os saques na boca do caixa do Banco Rural por parte de políticos da
base do governo. . .
Embora tenha se
esforçado para demonstrar que estudou detalhadamente o processo, e tenha
procurado afirmar que baseou seu voto “na realidade dos autos”, Lewandowski
passou por cima de detalhes cruciais, como, por exemplo, o fato de que os saques
no Rural eram escamoteados pela agência SMP&B como “pagamento de
fornecedores”.
E também que a
primeira reação de Cunha foi mentir quanto à ida de sua mulher ao banco,
alegando que fora pagar uma fatura de TV a cabo. Sabia, portanto, da origem
ilegal do dinheiro.
O caráter pessoal da
contratação da agência IFT está demonstrado por reuniões, fora da Câmara, para
organizar ações de campanhas eleitorais do PT, com a presença de
Cunha.
O voto de ontem
confirma as
piores expectativas com relação ao trabalho do revisor do processo.
______________________________ ___________
" Quem
ainda duvida que tudo acabará em
'PIZZA' ? , apesar dos esforços moralizadores
do Proc.Geral, do Min. Relator (e outros).
É DE CHORAR ! POBRE BRASIL !
ACORDEM, PATRIOTAS!
As eleições estão aí !
Nossa
ARMA é o VOTO !!!!! "
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
MEU TIO TONICO
Para meditar mesmo!
Meu tio Tonico estava bem de saúde, até que sua esposa, minha tia
Marocas, a pedido de sua filha, minha prima Totinha,
disse:
-Tonico, você vai fazer 70 anos, está na hora de fazer um check-up com o médico.
- Para quê, estou me sentindo muito bem ?!
-Porque a prevenção deve ser feito agora, quando você ainda se sente
jovem e bem, disse minha tia.
Então meu tio Tonico foi ver um médico. O médico, sabiamente, mandou-o
fazer testes e análises de tudo o que poderia ser feito e que o plano
de saúde cobrisse.
Duas semanas mais tarde, o médico disse que os resultados estavam
muito bons, mas tinha algumas coisas que podiam melhorar. Então
receitou:
Comprimidos Atorvastatina para o colesterol
Losartan para o coração e hipertensão,
Metformina para evitar diabetes,
Polivitaminas para aumentar as defesas.
Norvastatina para a pressão,
Desloratadina em alergia.
Como eram muitos medicamentos, tinha que proteger o estômago, então
ele indicou Omeprazol e um diurético para os inchaços.
Meu tio Tonico foi à farmácia e gastou boa parte da sua aposentadoria
em várias caixas requintadas de cores sortidas.
Nessas alturas, como ele não conseguia se lembrar se os comprimidos
verdes para a alergia deviam ser tomadas antes ou depois das cápsulas
para o estômago e se devia tomar as amarelas para o coração antes ou
depois das refeições, voltou ao médico. Este lhe deu uma caixinha com
várias divisões, mas achou que titio estava tenso e algo contrariado.
Receitou-lhe, então, Alprazolam e Sucedal para dormir.
Naquela tarde, quando ele entrou na farmácia com as receitas, o
farmacêutico e seus funcionários fizeram uma fila dupla para ele
passar através do meio, enquanto eles aplaudiam.
Meu tio, em vez de melhorar, foi piorando.
Ele tinha todos os remédios num armário da cozinha e quase já não saia
mais de casa, porque passava praticamente todo o dia a tomar as
pílulas.
Dias depois, o laboratório fabricante de vários dos remédios que ele
usava, deu-lhe um cartão de “Cliente Preferencial”, um termômetro, um
frasco estéril para análise de urina e lápis com o logotipo da
farmácia.
Meu tio deu azar e pegou um resfriado. Minha tia Marocas, como de
costume, fez ele ir para a cama, mas, desta vez, além do chá com mel,
chamou também o médico.
Ele disse que não era nada, mas prescreveu Tapsin para tomar durante o
dia e Sanigrip com Efedrina para tomar à noite. Como estava com uma
pequena taquicardia, receitou Atenolol e um antibiótico, 1 g de
Amoxicilina. A cada 12 horas, durante 10 días. Apareceram fungos e
herpes, e ele receitou Fluconol com Zovirax.
Para piorar a situação, Tio Tonico começou a ler as bulas de todos os
medicamentos que tomava, e ele ficou sabendo todas as
contra-indicações, advertências, precauções, reações adversas, efeitos
colaterais e interacções médicas.
Leu coisas terríveis. Não só poderia morrer mas poderia ter também
arritmias ventriculares, sangramento anormal,
náuseas, hipertensão, insuficiência renal, paralisia, cólicas
abdominais, alterações do estado mental e um monte de coisas
terríveis.
Com medo de morrer, chamou o médico, que disse para não se preocupar
com essas coisas, porque os laboratórios só colocavam para se isentar
de culpa.
- Calma, seu Tonico, não fique aflito, disse médico, enquanto
prescrevia uma nova receita com um antidepressivo Sertralina com
Rivotril 100 mg. E como titio estava com dor nas articulações deu
Diclofenac.
Nessa altura, sempre que o meu tio recebia a aposentadoria, ia direto
para a farmácia, onde já tinha sido eleito cliente VIP.
Chegou um momento em que o dia do pobre do meu tio Tonico não tinha
horas suficientes para tomar todas as pílulas, portanto, já não
dormia, apesar das cápsulas para a insônia que haviam sido prescritas.
Ficou tão ruim que um dia, conforme já advertido nas bulas dos remédios, morreu.
No funeral tinha muita gente mas quem mais chorava era o farmaceutico.
Agora tia Marocas diz que felizmente mandou titio para o médico bem na
hora, porque se não, com certeza, ele teria morrido antes.
Este e-mail é dedicado a todos os meus amigos, sejam eles médicos ou
pacientes ..!
Qualquer semelhança com fatos reais será “pura coincidência”...
(Um check-up para descobrir um mal grave instalado no início, ok.
Embarcar num mundo de medicamentos preventivos,NUNCA!)
Meu tio Tonico estava bem de saúde, até que sua esposa, minha tia
Marocas, a pedido de sua filha, minha prima Totinha,
disse:
-Tonico, você vai fazer 70 anos, está na hora de fazer um check-up com o médico.
- Para quê, estou me sentindo muito bem ?!
-Porque a prevenção deve ser feito agora, quando você ainda se sente
jovem e bem, disse minha tia.
Então meu tio Tonico foi ver um médico. O médico, sabiamente, mandou-o
fazer testes e análises de tudo o que poderia ser feito e que o plano
de saúde cobrisse.
Duas semanas mais tarde, o médico disse que os resultados estavam
muito bons, mas tinha algumas coisas que podiam melhorar. Então
receitou:
Comprimidos Atorvastatina para o colesterol
Losartan para o coração e hipertensão,
Metformina para evitar diabetes,
Polivitaminas para aumentar as defesas.
Norvastatina para a pressão,
Desloratadina em alergia.
Como eram muitos medicamentos, tinha que proteger o estômago, então
ele indicou Omeprazol e um diurético para os inchaços.
Meu tio Tonico foi à farmácia e gastou boa parte da sua aposentadoria
em várias caixas requintadas de cores sortidas.
Nessas alturas, como ele não conseguia se lembrar se os comprimidos
verdes para a alergia deviam ser tomadas antes ou depois das cápsulas
para o estômago e se devia tomar as amarelas para o coração antes ou
depois das refeições, voltou ao médico. Este lhe deu uma caixinha com
várias divisões, mas achou que titio estava tenso e algo contrariado.
Receitou-lhe, então, Alprazolam e Sucedal para dormir.
Naquela tarde, quando ele entrou na farmácia com as receitas, o
farmacêutico e seus funcionários fizeram uma fila dupla para ele
passar através do meio, enquanto eles aplaudiam.
Meu tio, em vez de melhorar, foi piorando.
Ele tinha todos os remédios num armário da cozinha e quase já não saia
mais de casa, porque passava praticamente todo o dia a tomar as
pílulas.
Dias depois, o laboratório fabricante de vários dos remédios que ele
usava, deu-lhe um cartão de “Cliente Preferencial”, um termômetro, um
frasco estéril para análise de urina e lápis com o logotipo da
farmácia.
Meu tio deu azar e pegou um resfriado. Minha tia Marocas, como de
costume, fez ele ir para a cama, mas, desta vez, além do chá com mel,
chamou também o médico.
Ele disse que não era nada, mas prescreveu Tapsin para tomar durante o
dia e Sanigrip com Efedrina para tomar à noite. Como estava com uma
pequena taquicardia, receitou Atenolol e um antibiótico, 1 g de
Amoxicilina. A cada 12 horas, durante 10 días. Apareceram fungos e
herpes, e ele receitou Fluconol com Zovirax.
Para piorar a situação, Tio Tonico começou a ler as bulas de todos os
medicamentos que tomava, e ele ficou sabendo todas as
contra-indicações, advertências, precauções, reações adversas, efeitos
colaterais e interacções médicas.
Leu coisas terríveis. Não só poderia morrer mas poderia ter também
arritmias ventriculares, sangramento anormal,
náuseas, hipertensão, insuficiência renal, paralisia, cólicas
abdominais, alterações do estado mental e um monte de coisas
terríveis.
Com medo de morrer, chamou o médico, que disse para não se preocupar
com essas coisas, porque os laboratórios só colocavam para se isentar
de culpa.
- Calma, seu Tonico, não fique aflito, disse médico, enquanto
prescrevia uma nova receita com um antidepressivo Sertralina com
Rivotril 100 mg. E como titio estava com dor nas articulações deu
Diclofenac.
Nessa altura, sempre que o meu tio recebia a aposentadoria, ia direto
para a farmácia, onde já tinha sido eleito cliente VIP.
Chegou um momento em que o dia do pobre do meu tio Tonico não tinha
horas suficientes para tomar todas as pílulas, portanto, já não
dormia, apesar das cápsulas para a insônia que haviam sido prescritas.
Ficou tão ruim que um dia, conforme já advertido nas bulas dos remédios, morreu.
No funeral tinha muita gente mas quem mais chorava era o farmaceutico.
Agora tia Marocas diz que felizmente mandou titio para o médico bem na
hora, porque se não, com certeza, ele teria morrido antes.
Este e-mail é dedicado a todos os meus amigos, sejam eles médicos ou
pacientes ..!
Qualquer semelhança com fatos reais será “pura coincidência”...
(Um check-up para descobrir um mal grave instalado no início, ok.
Embarcar num mundo de medicamentos preventivos,NUNCA!)
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
MEU FILHO E AS MANHÃS
MEU FILHO E AS MANHÃS
Redação do Momento Espíritahttp://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3728&stat=0
Hoje pela manhã, como de costume, antes de sair para trabalhar, visitei o quarto de meu filho.
Considero uma espécie de ritual sagrado de todas as manhãs: chegar bem perto de seu berço, ajeitar sua coberta com cuidado, aninhá-lo com carinho para que não se descubra.
Passo então minhas mãos, algumas vezes, sobre seus cabelos macios, e digo em pensamento: “Como eu te amo!”
Ele normalmente se move com suavidade, como se reagisse de alguma forma ao estímulo externo durante o sono.
Continua ali, em silêncio, em paz, preparando seu corpinho e sua alma para mais um dia de descobertas felizes.
Despeço-me, procurando não fazer ruídos, e saio porta afora com a alma leve, pronto para enfrentar mais um dia no mundo.
Da próxima vez que o vir, mais tarde, ele já estará desperto, correndo pela casa, brincando com seus carrinhos, e irá me conceder mais uma alegria: a de receber seu sorriso, que sem dizer nada, diz tudo.
Por mais que alguns dias sejam difíceis, por mais que as batalhas sejam ferrenhas e desgastantes, tudo se acalma, tudo se conforta naquele sorriso.
Os sorrisos de criança têm um poder quase mágico, e os de nossos filhos mais ainda.
Eles parecem querer nos fazer perceber que, por mais que a vida seja tormentosa, cheia de pequenos e grandes espinhos que provocam dor, muita alegria ainda existe.
Por mais que neste exato instante existam “n” pessoas desejando não mais viver, se enfraquecendo nas lutas, desejando desistir, existem outras tantas almas agradecendo pela vida, num júbilo contagiante.
E tenho certeza de que “ser pai” é mais um desses motivos de alegria plena, de gratidão a Deus, e mais uma das muitas razões que temos para continuar sempre, sem desistir.
Meu filho e as manhãs me ensinam sempre esta lição preciosa, a da renovação, do renascimento da água e do Espírito.
* * *
Muitos pais se queixam de não terem visto seus filhos crescerem.
Passa tão rápido! Não me lembro mais! – são expressões que ouvimos com frequência.
Será que estamos atentos aos nossos filhos como deveríamos estar? Será que passa tão rápido assim, a ponto de guardarmos tão poucas lembranças?
Ou há alguma coisa errada com o tempo, ou há alguma coisa errada conosco.
Seria tão bom poder ouvir de um pai, de uma mãe: Lembro-me de cada nova conquista, de cada dia da infância, de cada nova palavra...
Seria tão bom poder ouvir: Curti cada dia ao seu lado, meu filho, quando você era pequenino, como se fosse o último. Não perdi oportunidade alguma junto a você.
Aproveitemos o tempo junto a eles, em qualquer idade, em qualquer condição de vida.
Curtamos a existência ao seu lado, anotando no coração cada beleza, cada nova descoberta, tirando fotografias com a alma – registrando no íntimo do ser cada sorriso em seu rosto.
Redação do Momento Espírita.
Em 31.01.2010.
* * *
Com esta mensagem eletrônica
seguem muitas vibrações de paz e amor
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A FERRAMENNTA DO BEM
A FERRAMENTA DO BEM
Marcus Vinícius de Azevedo
Braga
1- A
NECESSIDADE DE FAZER O BEM:
Uma das questões cruciais e que funciona como um
divisor de águas da Doutrina espírita em relação a outras religiões é a
necessidade de se praticar o bem para o desenvolvimento espiritual. As
palavras de Jesus (4), “Amarás ao teu
próximo como a ti mesmo” e o exposto na sua parábola do Bom Samaritano
tornam bem claro esta questão. Não nos basta ser bons e pertencer ao grupo A
ou B. É imperioso praticarmos o bem. A lei é de amor e o amor é que nos
elevará. Por isso, o espiritismo cristão deve estar vinculado a prática da
beneficência e este artigo buscará
elucidar algumas razões desse imperativo.
2- A
PERSPECTIVA INTERVENCIONISTA:
Ao contrário da
história religiosa da humanidade, repleta de isolamentos, reclusões,
clausuras e retiros espirituais, na busca de nos isolarmos do mundo (3),
inspirados nas temáticas do Filósofo Rosseau da Revolução Francesa, que
pregava o corrompimento do homem bom pelo mundo, a perspectiva espírita
enunciada por Kardec na sua máxima (4) “fora da caridade não há salvação”,
incita-nos ao contato com o mundo na busca de transformá-lo e averba que o mundo somente se
transformará quando transformarmos a nós mesmos. Ou seja, o espiritismo tem
esse caráter intervencionista nas questões que se apresentem diante do
cristão, combatendo a omissão e o isolamento, demonstrando que é na luta do
mundo que crescemos rumo a perfeição.
A reforma íntima é uma necessidade. Paradoxalmente, não
haverá reforma íntima sem contato com o nosso próximo, mais próximo ou não.
Como amar sem ter ação para o amor. Como perdoar sem ter objeto de
perdão.
3-
FAÇA VOCÊ MESMO:
Na década de oitenta nos deliciávamos com revistas que
nos ensinavam a fazer os pequenos reparos de nossa residência. Essa lógica
do “faça você mesmo” também se aplica a questão da prática do bem. Jesus já
asseverava (4) : “Vai tu e faze
o mesmo”, reforçando a necessidade da ação no bem ser realizada
pessoalmente. As pessoas que nos rodeiam são a nossa ferramenta de progresso
e não podemos olvidar que o nosso coração é um músculo poderoso, que precisa
ser exercitado no sentido físico e principalmente no sentido
espiritual.
Na prática do bem não cabe terceirização. Mandar
entregar na porta do centro espírita não tem o valor de se envolver na
entrega. A prática do bem deve
ser bilateral, ajudando a quem dá e permitindo a reflexão de quem recebe.
Esse é o princípio que rege o Bônus-Hora (6) descrito em Nosso Lar por
André Luís. Somente tem valor quando permite a reflexão e reforma de quem
praticou a ação. Caso contrário, instauraríamos um ranking de doações
volumosas que nos conduziriam a “salvação”, como na época das indulgências.
Recordemos a passagem do óbolo da viúva, onde valeu mais aos olhos de Jesus
aquela que tirou do seu próprio sustento. A matemática divina funciona
subjetivamente.
4-
OS MOVIMENTOS
SOCIAIS:
Outrossim, consideremos sempre que “movimentos
geram movimentos”. A nossa ação no bem sempre se alinhará com outras
iniciativas que em composição gerarão movimentos sociais em prol dos nossos
irmãos menos favorecidos. Nenhum benemérito fundador fez ou faz tudo sozinho
em qualquer obra assistencial.
Entretanto, constatamos também que a sociedade
influencia o espiritismo, por ser esse uma parcela dela. Na década de 70/80,
fruto de conjunturas políticas, as pessoas se engajavam em movimentos
sociais, onde existiam iniciativas diversas de preocupação com o coletivo,
no campo da assistência, do ambientalismo e da educação. Podemos citar os
grupos ambientais, o Projeto Rondon e os movimentos de Alfabetização de
adultos. No espiritismo, observamos o florescer de caravanas, campanhas e
iniciativas diversas no campo assistencial, onde as casas espíritas logo
buscavam atrelar a sua programação diversas atividades assistenciais com a
participação de seus freqüentadores.
Na década de 90, observamos o individualismo campear em
nossa sociedade, onde a tecnologia nos fez cada vez mais desiguais e
isolados e estabeleceu níveis de conforto e divisão social nunca antes
vistos. Hoje, o indivíduo pode pedir as suas compras pela internet, assistir ao filme no
shopping transitando pelas ruas sem sair de seu automóvel, vivendo sem
conviver, isolado no seu mundo e nas suas necessidades. No movimento
espírita, observamos a explosão dos romances, falando de uma esperança
passiva e a busca de um esoterismo voltado para previsões futurísticas e a
busca da paz por fórmulas e meios exteriores, sem contar a desenfreada busca
da cura do corpo.
5-
TERAPIAS E
AUTO-AJUDA:
Esses fatores geram uma tendência atual de terapizar-se
tudo, em um “psicologismo” que reduz a problemática da criatura humana a
solução por um simples diálogo como um passe de mágica. Os aspectos
psicológicos da criatura são fundamentais, mas não podemos nos esquecer das
questões do Coletivo. Essa preocupação com o indivíduo deságua em um
conceito que muitos se equivocam em classificar as nossas obras espíritas
que é a auto-ajuda.
Podemos compreender a auto-ajuda como aquela literatura
que expõe a felicidade como uma questão de disposição pessoal, de se sentir
bem, de acreditar e se programar mentalmente para isso. Infelizmente, uma
questão tão complexa aparece reduzida a uma questão da vontade momentânea
indivíduo.
6- A
FELICIDADE:
Isso ocorre pois o nosso conceito de felicidade está
difuso. A felicidade está associada a ter coisas, ter status, ter
reconhecimentos e direitos. Esquecemos que a vida é uma balança de direitos
e deveres. Não há felicidade egoística. Não há como ser feliz se o nosso
irmão está infeliz, se no mundo ainda há infelicidade. Por isso, Kardec
assevera que a felicidade na Terra é relativa (4). Confundimos hoje o nosso
conceito de felicidade,
ignorando que a felicidade está implícita no desejo de um mundo melhor. Um
mundo que será construído por nós e que seremos felizes nesse processo e não
se buscarmos diminuir tantos números do nosso manequim ou se não estamos nos
aceitando com o nariz que nós nascemos. A felicidade transcende tudo isso e
a sua conquista deve se fazer sem muletas.
7- O
PARADIGMA HOLÍSTICO:
Tomando o Paradigma Holístico do mundo (2), podemos ter
bem claro a importância da ferramenta do bem como caminho da nossa
felicidade. Segundo o livro “A canção da inteireza (2)”, o homem
inicialmente adotou um paradigma Teocêntrico, onde tudo se prendia a um
mundo sobrenatural onde a vida existiria em função deste. Inicialmente
subordinados as forças da natureza, passando para os deuses antropomórficos
até quando o conceito cristão de ressurreição subordinou de vez a vida na
terra a espera de outro mundo,
chegando ao seu auge na Idade média com as indulgências.
Com o renascentismo, quando Galileu tira a Terra do
Centro do Universo, o paradigma antropocêntrico começa a levar o centro das
questões para o homem, sendo este então a medida de tudo. Com os
iluministas, temos o racionalismo de Descartes, onde todo conhecimento vem da razão e o Empirismo de Locke
e Hume, onde todo conhecimento provém da experimentação, colocando a fonte
de saber sempre pelo viés humano, reforçando através de Newton que o
universo funciona como uma engrenagem determinista, gerando os modelos de
pensamento para a futura sociedade industrial que através das revoluções
tecnológicas se estabeleceu a vida que preza o “Ter” e o individualismo que
vivemos em pleno auge nos dias de hoje. Mais uma vez, como na negritude da
idade média, o homem se vê em uma encruzilhada temporal, tendo acesso aos
bens de forma desigual e se preocupando cada vez mais consigo e com as suas
necessidades enquanto o mundo padece da violência e do
desamor.
8- O
FOCO NO COLETIVO:
O paradigma Holístico propõe um novo foco. Nem no
homem, nem no mundo que virá. Ele propõe que o Universo é um todo dinâmico
que se relaciona. É um complexo sistema de relações e que o foco deve ser na
interdependência. Toda ação que realizamos ecoa no universo e reverbera
pelos outros elementos. A nossa relação é de Co-criadores, com o planeta e
com a vida, sendo também co-responsáveis , como cita Emmannuel em A Caminho
da luz (5):
“Mas é chegado o tempo
de um reajustamento de todos os valores humanos. Se as dolorosas expiações
coletivas preludiam a época dos últimos “ais” do Apocalipse, a
espiritualidade tem de penetrar as realizações do homem físico, conduzindo-as para o bem de toda a
humanidade (Grifo nosso) .”
Ou seja, o foco deve ser no bem de toda a humanidade,
inclusive dos animais, das plantas e dos minerais, habitantes de nosso
globo. O nosso desenvolvimento espiritual é uma responsabilidade individual
que somente tem sentido no coletivo. Esse deve ser o foco. O espiritismo
como doutrina libertadora e transformadora das consciências, para que
entendamos que a solução de nossos problemas está na solução dos problemas
do mundo e que os nossos grandes vultos, dentro da sua dimensão humana,
também tinham seus problemas e não se imobilizaram em uma postura passiva,
partindo para a Terapia da prática
do bem, ferramenta que cura os nossos males e de nossos semelhantes.
9-
AMAR A SI MESMO E
A DEUS ATRAVÉS DO PRÓXIMO:
Sabemos que
a auto-estima e o amor a si mesmo é uma condição fundamental, para
que não incorramos novamente em flagelações e autocomiserações de outras
épocas. Mas, faz-se mister amar a si mesmo e a Deus através do próximo,
dentro do enunciado evangélico (4) de que quando fazemos a um destes
pequeninos, é ao Mestre que fazemos.
A palavra Bem-estar não
existe no dicionário espírita-cristão associada ao próprio bem da pessoa,
pois metodologia nenhuma trará o nosso bem se não envolver o bem de nossos
irmãos. Como amar a si mesmo se não amamos o mundo, a natureza e os nossos
irmãos.
10- O TRABALHO NA CASA
ESPÍRITA:
Após falarmos da evolução histórica do planeta,
terminamos por nos defrontar com a nossa realidade diante da prática do bem.
O que temos feito? A casa espírita é a Oficina que deve viabilizar as
equipes que permitam aos freqüentadores a oportunidade de abraçar cada
irmão, pois “a disciplina antecede a espontaneidade (6)” e
se nos disciplinarmos para o bem no trabalho organizado, o nosso coração
romperá o gelo de nossa sociedade para que possamos estender seu amor aos
próximos mais próximos e a nós mesmos.
Cabe-nos a construção na juventude do hábito da prática
do bem desde cedo (1), para que tenhamos como objetivos que todos sejam em
um futuro trabalhadores e
colaboradores da casa espírita, doando-se nas frentes que são inúmeras.
Espíritas envolvidos e comprometidos com a causa da Casa espírita na
construção de um mundo melhor. Um sonho, talvez, uma utopia,
não.
11-
CONCLUSÃO:
A ferramenta da nossa evolução está bem claro nas
palavras do Espírito de Verdade (4):
“Espíritas, Amai-vos é o primeiro mandamento.
Instrui-vos é o segundo”
E como não cremos no amor como verbo
intransitivo, cabe-nos utilizar esta ferramenta no palco do mundo para o
nosso crescimento, na luta diária, onde realmente descobrimos quem somos e o
que necessitamos ainda aperfeiçoar.
Sem fórmulas mágicas...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
:
(1) BRAGA, Marcus Vinícius de Azevedo. Alegria de
Servir, FEB, 2001.
(2) CARDOSO, Clodoaldo Meneguello- A canção da
inteireza- Uma visão holística da educação- Editora Summus - São Paulo-
1995
(3)
KARDEC, Allan. O livro dos
espíritos, FEB.
(4) KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o espiritismo,
FEB.
(5) XAVIER, F.C..A caminho da luz, pelo espírito
Emmanuel, FEB.
(6)
XAVIER, F.C.. Nosso Lar, pelo
espírito André Luís, FEB.
Com esta mensagem
eletrônica
seguem muitas vibrações de paz e
amor
para
você
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